No coração dos Alpes

Encantos naturais, belezas arquitetônicas e delícias gastronômicas 

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Quando se fala em Suíça, imediatamente pensamos na boa educação, na neve, nos deliciosos queijos e chocolates, nas grandes marcas de relógio, em Roger Federer e Martina Hingis.

Encravado entre França, Alemanha e Itália, este pequeno e charmoso país que tem o tamanho do Rio de Janeiro vai muito além dos clichês e parece, honestamente, ter tomado de seus vizinhos as melhores qualidades de cada um para se transformar em um território que beira a perfeição.

Perfeição esta que pode ser admirada na sua plenitude desde a estação de Crans Montana, que ganha vida com seu festival anual de balões. Arrisque-se e a sobrevoe para comprovar. As belas vistas que o passeio permite podem ser apreciadas também das rampas de esqui da cidade.

A Suíça tem também um famoso marco mundial, a montanha Matterhorn, localizada na tradicional aldeia alpina de Zermatt, com seus chalés pitorescos nas encostas de colinas e trenós puxados por cavalos na rua principal (onde carros são proibidos). Até os moradores tem de deixar seus veículos na base do vale, em Taesch, e fazer o curto trajeto de trem.

Quase metade dos 76 picos da Europa com mais de 4 mil metros fica na área em torno de Zermatt e, como não poderia deixar de ser, do alto das montanhas a vista é deslumbrante. Ao esquiar e fazer snowboard, na maior parte do tempo, você se depara com a imponente Mattherhorn (4.478 metros de altura). Uma curiosidade é que a aparência deste pico muda conforme as variações de luz e sombra, oferecendo um espetáculo único ao visitante.

Não se esqueça de reservar uma viagem no famoso Glacier Express, trem que vai de Zermatt a St. Moritz, abaixo da Matterhorn, aliando luxo a um toque de aventura.

PRESENTE E PASSADO

Mais cosmopolita, com seus torreões de contos de fada e pontes cobertas de madeira, a medieval Lucerna é uma das cidades mais belas do mundo. Cercada de montanhas na margem oeste do lago homônimo, tem um cenário com o qual poucas cidades podem rivalizar. Lá há ainda restaurantes de alta qualidade – apreciados até pelos gourmets mais exigentes – e museus para interessados em cultura. Outro grande prazer é perambular pela cidade nos dias claros no final do verão.

Os fotografados marcos de Lucerna (a Ponte da Capela e a Torre da Água) originalmente faziam parte das antigas fortificações e é muito agradável atravessar a ponte, admirando a série de belos painéis pintados embaixo dos beirais. A cidade antiga é um bom lugar para tomar um cálice de vinho ou um bom café com Schnapps (uma bebida destilada de origem alemã), especialmente em uma das três praças principais, que são cercadas de casas históricas com coloridos afrescos.

Outro programa interessante é ir às montanhas, sobretudo ao monte Pilatus, pela ferrovia mais íngreme do mundo. Do alto, aprecie o panorama descortinado diante de seus olhos – prados floridos e com chalés de madeira descem até a cidade ao lado do lago, onde, ao cair da noite, miríades de luzes começam a piscar.

Esculpido na base de um rochedo, em 1819, o monumento do Leão Moribundo evoca os 700 mercenários suíços que foram mortos pelos franceses em 1792, quando defendiam as Tolherias de Paris, na Revolução Francesa. O leão tem, sobre seu escudo, o peito atravessado por uma lança e é uma das grandes atrações da cidade.

OUTRO MUNDO

Especialmente para nós, brasileiros, conhecer Zurique, a capital financeira da suíça, é mais ou menos como visitar outro planeta. Esqueça o nosso famoso “jeitinho” e o improviso. Tudo parece ser feito de acordo com os manuais e normas técnicas. Talvez alguns brasileiros que vivem por lá acham o dia a dia, digamos desprovido de emoções. Em compensação, os próprios suíços não reclamam e motivos não lhes faltam, já que Zurique tem sido repetidamente apontada como uma cidade líder no mundo em termos de qualidade de vida, e sua população uma das mais bem servidas em educação, saúde e trabalho. Ou seja, a maior cidade da Suíça é a síntese de um povo que deu certo.

Logo abaixo da Hauptbahnhof (centro) você encontra uma grande concentração de lojas e cafés. Zurique é uma cidade muito fácil para circular e não há necessidade de alugar carros ou tomar táxis para fazer turismo. Você pode usar os trans (bondes), mas a paisagem da cidade é tão linda que nos convida a um passeio a pé. Além do que, na parte velha só entram pedestres; sendo assim, o melhor a fazer é levar consigo um bom par de calçados confortáveis.

Visitantes desfrutam de passeios de barco na água transparente e limpíssima do rio Limmat que reflete não só as fachadas dos casarões medievais ao redor, mas também o titulo que a Suíça detém como primeiro colocado no ranking dos países ecologicamente responsáveis, formulado pela ONU. Não há uma ponta de cigarro sequer boiando na água.

Seguindo ao longo do rio, pela Limmatquai, você verá na margem direita a igreja Fraumünster que, apesar de simples, se tornou famosa pelos vitrais de Chagall e Giacometti. Algumas ruas tortuosas desembocam em pequenas e graciosas praças, onde existem ainda mais antigas e bonitas bicas de água potável.

A ponte em frente à igreja nos leva para o lado mais badalado da cidade. Ruas íngremes de paralelepípedos, construções antigas e bonita, baixas e geminadas, com telhados triangulares, que datam dos séculos XV, XVI e XVII, conferem uma atmosfera romântica. Graças à tradicional neutralidade suíça, que poupou o país dos horrores da guerra, a arquitetura conserva-se intacta.

A rua Niederdorfstrasse, com sua extraordinária variedade de restaurantes, parece estar sempre em festa. Na rua paralela, a Münstergasse, pode-se tomar um cappuccino, chá, café com Amaretto ou apenas comprar chocolates numa das mais tradicionais casas de chá de Zurique, o “Café Schober”.

O museu Kuntsmuseum reserva obras de Picasso, Van Gogh, Monet, esculturas de Alberto Giacometti, além de uma impagável coleção de fotografias dos mestres Cartier-Bresson, Ansel Adams e Minor White.

GASTRONOMIA E ARQUITETURA

No sudoeste do país, na região chamada de Riviera Suíça, estão Vevey, Villeneuve, Montreux, Genebra e Lausanne.

Todas combinam o requinte da cultura e da gastronomia francesa com algumas das paisagens mais belas do país. É a terra dos queijos e dos vinhos, dos castelos milenares – há quase cem deles – e da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lausanne é a mais charmosa dessas cidades, com astral informal e um constante clima de final de semana. As pessoas espalham-se pelos longos jardins ao redor do lago, cheio de veleiros ancorados, vão a bons restaurantes e ouvem jazz nos bares com mesinhas ao ar livre. É considerada a capital dos esportes, com eventos importantes, como a Maratona de Lausanne, abriga a sede do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o museu Olímpico, a atração mais visitada da cidade.

Ali estão expostas as tochas olímpicas e medalhas originais, artefatos gregos de cerâmica com imagens dos jogos da Antiguidade e equipamentos usados pelos atletas nas mais diversas modalidades.

Na Rue de Bourg, point das lojas chiques, barraquinhas de um mercado popular vendem temperos, artesanato e produtos locais, como queijos, vinhos e tortas. Não só pela fama, mas por seus sabores inigualáveis, tornam-se parada obrigatória para todos os turistas.

BELEZA SEM FIM

A visita à Suíça só se torna completa com uma estadia em Berna. Uma das mais tranquilas capitais europeias, é também uma das mais bonitas, com galerias e fontes fantásticas, tudo emoldurado pelas colinas verdejantes e pelas correntes verdes glaciais do Rio Aar.

Em Berna o urbano e o rural se misturam estreitamente. A floresta de freixos (árvores da família das oliveiras) e carvalhos encosta no aglomerado de embaixadas ao largo de uma praça da cidade.

Os edifícios incluem arcadas do século XVI. A maior parte da cidade medieval foi restaurada no século XVIII, mas manteve o seu caráter original.

Caminhar pela Cidade Velha é um programa imperdível. Após um incêndio que a destruiu quase por completo em 1405, Berna foi reconstruída com arenito, a pedra da região, que lhe conferiu tons padronizados de verde. É sua marca registrada. Na região central, há padrões até para as flores. Gerânio vermelho é a única permitida nas janelas.

Uma das principais atrações da cidade fica na torre de Zytglogge, construída no inicio do século XIII. É fácil de ser encontrada: poucos minutos antes de bater as horas os turistas já estão atrás da torre, esperando começar o mais antigo espetáculo da cidade. O famoso relógio Zytglogge data de 1530 e de hora em hora, diferentes figuras (ursos, um galo e até um bobo da corte) fazem sua aparição dançante e divertem os passantes.

Outro passeio imperdível é subir a torre da Catedral de Berna, a maior e mais importante igreja medieval da Suíça, e de onde se tem uma belíssima vista panorâmica da cidade. À direita da catedral, um pequeno parque dá ao rio Aar, que corre logo abaixo, com suas águas em um estonteante tom de azul esverdeado: um lugar encantador, ideal para um piquenique de verão e para fechar o álbum de fotos de uma das mais encantadoras e românticas viagens que se pode ter por toda a Europa. 

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Zermatt

 

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Crans Montana

 

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Glacier Express

 

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Lucerna - Gastronomia 

 

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Lucerna - Ponte da Capela e Torre da Água 

 

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Genebra

 

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Lucerna - Pilatus

 

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Mattherhorn

 

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Zurique

 

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Lausanne

 

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Lausanne

 

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Berna

 

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Berna - Rio Aar

 

 

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