Muito prazer, Luxemburgo!

Conheça o Grão Ducado que parece ter saído de um conto de fadas

luxemburgo

 Luxemburgo, para muitos brasileiros, é apenas o sobrenome de um famoso técnico de futebol. Se poucas pessoas se lembram que existe um país minúsculo com o mesmo nome na Europa, menos gente ainda sabe o que tem por lá.  Peculiar já apenas por ser o único grão-ducado ainda existente, é uma democracia parlamentar representada por um Grão-Duque. É membro fundador da União Europeia e da ONU e foi um dos primeiros países a adotar o euro. Tem três idiomas oficiais: luxemburguês, alemão e francês, e, além desses quase todas as pessoas falam inglês. O português é a principal língua de minorias do país, devido aos imigrantes que vieram de Portugal, principalmente na década de 1970.

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A região onde localiza-se o país, entre a Alemanha, Bélgica e França, foi historicamente habitada por tribos francas e posteriormente foi incorporada ao Sacro Império Romano-Germânico de Carlos Magno. No ano de 963 o conde de Ardennes fundou o país, que décadas mais tarde ganharia independência como um grão-ducado. Entre idas e vindas de dominantes, o país estabeleceu em 1948 uma união alfandegária com Bélgica e Holanda, o conhecido Benelux.

A cidade de Luxemburgo é a capital e está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO por sua importância histórica. Já foi designada duas vezes como Capital Europeia da Cultura. Na capital fica o Grande Palácio Ducal, um belo palácio instalado ao lado da Place Guillaume, a principal praça da cidade, com seu mercado a céu aberto e o prédio da Prefeitura. A Igreja de Notre Dame pode não ser tão famosa quanto a homônima francesa, mas mantém o charme de um prédio que foi construído no século XVII. A rota Wenzel, um passeio por quarteirões antigos da capital, promete uma viagem de mil anos em apenas cem minutos. Quem gosta de caminhadas também vai adorar o Chemin de La Corniche, passeio que leva o visitante a uma vista deslumbrante da cidade. A parte mais antiga da fortaleza da cidade são as Casemates, túneis e corredores de pedras que serviram de refúgio em conflitos ao longo da história. No interior do país, as paisagens mesclam florestas fechadas, rios e castelos.

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Luxemburgo também é conhecido pelos restaurantes requintados que frequentam a lista dos mais estrelados do mundo. Apesar das influências virem dos vizinhos belgas, alemães e franceses, ela conseguiu tirar o melhor de cada uma, imprimindo uma personalidade própria.

COMO CHEGAR: Como o Luxemburgo não costuma ser o destino-fim da grande maioria dos turistas, apesar do principal aeroporto do país, o Luxembourg-Findel Airport (LUX), estar localizado próximo à capital, a maioria vem mesmo é por terra. Trens co-operados pela companhia nacional CFL possuem serviços a partir de Paris (2h10 de viagem, de TGV), Amsterdã (5h30) e Bruxelas (3h10).

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ASPECTOS INTERESSANTES: A cidade é muito bem cuidada. Ruas floridas, tudo limpíssimo e casas bem conservadas apesar de antigas. Muitos dos prédios foram construídos no século XVIII e têm detalhes interessantes como esse gárgula fixado na parede, o oratório com uma santa e a janela com a inscrição “Mir wölle bleiwe wat mir sin” (“Queremos continuar como somos”). No centro da capital, dois museus merecem uma visita: o Museu Nacional de História da Arte e o Museu da História da Cidade de Luxemburgo.

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Mas, o mais interessante da cidade são as misteriosas casamatas de Bock e Pétrusse. Se elas pudessem falar contariam muitas histórias sobres as batalhas de Luxemburgo. As casamatas são passagens subterrâneas secretas interligadas aos centros militares de proteção da cidade - um super sistema de defesa. Elas somam mais de 23 quilômetros de extensão. Por isso, Luxemburgo tem o apelido de “Gibraltar do Norte”. Durante a II Guerra Mundial, as casamatas foram usadas como abrigo para a população. Mais de 35 mil pessoas foram protegidas dos bombardeios graças a esses esconderijos.

E, para encerrar a visita é preciso ir até a Cidade Baixa - Grund - um complexo de casas do século XIV muito bem preservadas às margens do rio Alzete. Na Idade Média era ali que moravam os sapateiros, os homens que curtiam o couro e os que fabricavam cerveja.

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