O Mito Chanel

Marca espelha espírito de sua criadora e segue revolucionando o mundo da moda

Chanel 1

Para entender a historia da marca Chanel é preciso conhecer um pouco da vida de sua criadora. A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher do cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência.

Nascida no interior da França, na pequena vila de Saumur, em 1883, Gabrielle Bonheur Chanel fica órfã de mãe aos 13 anos. Seu pai, Albert, a manda para um pensionato em Auvergne, onde ela permanece até o fim da adolescência. Porém, a vida simples da cidade interiorana não condiz com a ânsia de Chanel. A jovem trabalha como balconista em uma loja de tecidos, onde aprende a manejar a agulha com destreza, e até em um cabaré, onde ganha o célebre apelido de Coco, ao cantar a musica “Qui qu’a vu Coco dans le trocadero?”

O desejo de vencer na vida faz Coco sair à busca de amantes ricos, que possam lhe ajudar. O envolvimento com o milionário da cavalaria Etienne Balsan leva-a até Paris e a insere na alta sociedade da capital francesa.

O COMEÇO DO IMPÉRIO

Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel, a estilista monta sua primeira loja, a Casa Chanel, em 1909. No começo, vende elegantes chapéus para mulheres. O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encanta as damas parisienses que frequentam o jóquei clube da cidade. Quem é aquela mulher que ousa nos trajes simplistas, com mistura entre vestimentas femininas e masculinas?

Arthur vê em Coco uma futura mulher de negócios e a ajuda a adquirir um imóvel no prestigioso número 21 da Rua Cambon, no ano de 1910. Já dedicada a costura, Chanel fascina com seus cortes simples e ao mesmo tempo revolucionários e, em 1913, inaugura duas boutiques de moda, em Deauville e em Paris. Nessa época começa a criar roupas esportivas femininas, como blusas com golas roles, inspiradas nas roupas  dos marinheiros, feitas de malha e tricô. Em 1921, fixa-se definitivamente no mítico número 31 da Rua Cambon, onde, a Maison Chanel existe até os dias de hoje.

Ao libertar a mulher das faixas e corpetes apertados em saias cheias de babados, Coco permite a elas que se sintam livres e poderosas, vestidas de maneira simples e prática. Jérsei, cardigã, vestidos sem mangas, jaquetas, saias plissadas, tailleurs, bolsas com alças de correntes dourada: a renovação do guarda roupa feminino para servir ao bel-prazer da mulher de bom gosto e poucos recursos nasce na criatividade de Coco Chanel. É a vez do chique minimalista, adotado por mulheres cansadas dos costumes da Belle Epoque e do vestuário excessivamente ornamentado. O vestido preto de crepe com mangas justas e compridas (conhecido como o “Pretinho Básico”) é outra de suas grandes invenções.

 Seus modelos vestem estrelas reluzentes como a princesa Grace Kelly, atrizes como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe e Ingrid Bergman, a primeira-dama Jacqueline Kennedy, entre outros nomes da alta sociedade.

O FAMOSO CHANEL N° 5

Ainda nesta época torna-se a primeira estilista a lançar um perfume com sua assinatura. A fragrância mais célebre do mundo é criada por Ernest Beaux, famoso perfumista da época, a pedido de Coco Chanel. O perfume alavanca os negócios e se torna legendário, principalmente após uma entrevista de Marilyn Monroe que responde da seguinte maneira a uma pergunta sobre o que vestia para dormir “Apenas algumas gotas de Chanel n° 5”.

ÍCONES DE UMA GERAÇÃO

Depois de um período de exílio na Suíça, durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel volta a Paris e retoma seus negócios na alta costura. O cardigã, o vestido preto e as pérolas tornam-se marcas registradas do estilo Chanel de fazer moda. O novo comprimento de suas saias mostra os tornozelos das mulheres, cujos pés passam a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganham lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolam-se com classe nos pescoços e seu corte de cabelo torna-se simétrico, reto, mostrando a nuca – o eterno corte Chanel.

Fascinada por batons, lança uma linha de batons cremosos em formato de stick, inseridos em uma embalagem retangular, uma réplica exata do frasco spray do perfume Chanel n°5. O batom se torna um ícone para a grife, que passa a reservar um compartimento especial em suas bolsas somente para guarda-los.

Em 1957, cria o scarpin Chanel, o primeiro par bicolor feminino, de couro bege com biqueira preta ligeiramente quadrada. Aberto atrás, com alças finas ajustadas aos tornozelos, faz enorme sucesso em pés famosos, como os de Catherine Deneuve, Romy Schneider, Brigitte Bardot e Jane Fonda.

UMA NOVA ERA

Com a morte de Coco, em 1971, aos 81 anos, o amigo e empresário francês Jacques Wertheimer compra a marca e a mantém sem grandes inovações. O ano de 1983 registra a chegada de Karl Lagerfeld à empresa como diretor artístico e o inicio de uma nova e glamorosa fase para a Chanel.

O estilo clássico criado por ela, revitalizado por Lagerfeld, atravessa o século XX e se torna atemporal. A marca expande seu portfólio com o lançamento de cosméticos, óculos de sol e grau e se consolida como um dos maiores impérios da moda, sempre exaltada pelos críticos por seus artigos de extremo luxo e altíssima qualidade.

Hoje, a Chanel possui mais de 310 exclusivas e elegantes lojas próprias ao redor do mundo, além de ser dona da Eres, uma marca que vende linhas de moda praia e lingeries.

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