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Design e alto astral

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Com um décor colorido e contemporâneo, a casa da arquiteta Claudia Alionis conta um pouco de suas viagens pelo mundo

Por Denis Nunciaroni | Fotos: Rafael Renzo

Arejada, alegre e com um gostoso jardim, esta casa com ares de refúgio, em pleno bairro de Santo Amaro, em São Paulo, é o lar-desejo da arquiteta Claudia Alionis e de sua filha adolescente.

Com boa metragem – 185m² – e inserida numa vila, ela foi garimpada pela arquiteta numa busca de anos por um imóvel que fosse bem localizado, com estrutura antiga, bastante verde e instalado numa rua fechada. “Depois de 3 anos, achei uma casa que fosse minha cara. Sou paulista, porém gosto da natureza e da tranquilidade das residências distantes de comércio”, conta.

Durante a obra, Claudia enfrentou diversos desafios, mas também se surpreendeu com algumas descobertas: caso do piso de canela original, restaurado e mantido na área dos dormitórios, e do tijolo da década de 70, deixado à vista nas paredes do living e da suíte máster.

Para conquistar toda a amplitude desejada, a arquiteta derrubou as paredes do térreo e alterou o layout da casa. A antiga entrada, por exemplo, deu vez a um lavabo. O living, agora totalmente aberto e integrado, ganhou mais versatilidade e melhor circulação.

De estilo vintage e leve toque industrial, a cozinha também passou por transformação até se tornar um dos ambientes favoritos da arquiteta. “Eu adoro receber e meu sonho era ter um espaço onde eu pudesse cozinhar e ao mesmo tempo estar rodeada de amigos. Fiz questão de melhorar a amplitude e trazer a mesa de refeição para criar essa aproximação entre as pessoas”, explica.

Por toda a morada, as cores alegres e os objetos expostos em cada canto revelam o astral e traços da personalidade da dona. Peças herdadas da família e outras trazidas de viagens muito especiais garantem uma decoração afetiva e cheia de história.

O jardim com a horta, nos fundos, não existia e foi criado pela arquiteta para trazer a natureza para dentro da casa.

A escada caracol da edícula, que leva ao atelier de pintura, foi desenhada com piso dos ônibus de São Paulo e teve que ser içada pelo muro dos fundos.

 

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