Mistura bem-vinda

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Cadeiras diferentes em cores, estilos e materiais personalizam e dão bossa à sala de jantar

Por: Dan Brunini

Cada de vez mais livre de regras e paradigmas, a decoração dos ambientes é um terreno fértil para ideias originais e personalizadas. Aquela história de usar tudo combinando, escolher móveis idênticos e objetos em pares vem perdendo espaço para propostas completamente diversificadas, como comprovam estas salas de jantar cheias de bossa e criatividade, com cadeiras diferentes. Inspire-se!

 

Foto: Marco Antonio

1. Preto chique e absoluto
Para atender o desejo dos moradores, que pediram um apartamento com estilo industrial que remetesse aos lofts de Nova York, o arquiteto Marcelo Rosset apostou numa ambientação com parede revestida de tijolos e móveis de design em tons de cinza e preto. “Queríamos algo diferenciado para o jantar, por isso surgiu a ideia de usarmos vários tipos de cadeiras, mas que acabam se integrando, pois todas são pretas”, detalha o profissional. No mix, entraram duas cadeiras com braço, nas pontas da mesa, da Vitra, dois modelos Carbon, da Moooi, duas peças Hal e duas cadeiras Panton, também da Vitra.

 

 

Foto: Jonathan Durling

2. Estilo moderno no campo
Com ambientes predominantemente monocromáticos, a casa de veraneio em Canela, na serra gaúcha, ganhou móveis com estilos rústicos e contemporâneos e é justamente essa mistura harmônica que tornou a decoração tão incomum. Idealizado pela arquiteta Valentine  Brussius, o projeto comprova que o mix de mesa de madeira de demolição com cadeiras de madeira pintadas de diferentes cores – nenhum tom se repete – dá muito certo. Enquanto a mesa é uma peça antiga garimpada no interior de Taquara, no Rio de Grande do Sul, as cadeiras batizadas de Anita têm desenho do designer Aristeu Pires e apresentam assentos com forração de couro ou pelica natural.

 

Foto: Mariana Orsi

3. Ecletismo regionalista
Proprietários deste apartamento em São Paulo, a esposa nasceu no Nordeste e o marido, no sul do Brasil. Em comum, o trabalho na área de gastronomia. O mashup de personalidades regionalistas tornou a reforma do apartamento, capitaneada pela Inside Arquitetura, nada convencional. “Como o casal adora cor, a natureza e as estampas éticas, além de peças que contém história, tínhamos o desafio de levar essa atmosfera também para a sala de jantar”, explica Sara Rollemberg. Em torno da mesa de madeira rústica, da Arboreal, há cadeira Cross com assento de rattan, de Michael Tonet, modelo Tolix, de Xavier Pauchard, e móvel com assento e encosto de veludo, da Mobly.

 

Foto: Adriana Barbosa

4. Pitada de vermelho
Sempre pronto para receber a família e os amigos, o espaço de refeições tem o privilégio de ficar conectado com a área externa, além de contar com uma lareira revestida de mármore, que garante o conforto nos dias frios. Extremamente sofisticada, a proposta da arquiteta Beatriz Quinelato abusa dos tons neutros, mas abre vez para uma pitada de vermelho nas cadeiras de uma das pontas da mesa. “É uma das cores prediletas dos moradores e acabou dando um resultado bacana e, ao mesmo tempo, descontraído”, explica a profissional.

 

Foto: Matt Vacca

5. Paleta sóbria e elegante
De frente para o Central Park, um dos endereços mais incríveis de Manhattan, este apartamento tem uma vista privilegiada para quem está na sala de jantar. Por isso, a decoração não carecia de muitos excessos decorativos e pedia leveza, conquistada pela arquiteta Cristiana Mascarenhas ao brincar com cadeiras de diferentes materiais e tamanhos, mas com uma paleta de tons semelhantes. A mesa de refeições, da Capellini, recebeu a companhia das cadeiras Ripas, de Joaquim Terneiro, e poltronas Crinoline, da B&B Italia. Ao fundo, a estante Falt-C, também da B&B Italia, traz uma geometria que mimetiza o grid urbano de Nova York.

 

Foto: Carlos Piratininga

6. Clássico com ar despojado
Na reforma deste apartamento, paredes foram eliminadas para integrar melhor a ala social e um dos dormitórios deu lugar à sala de jantar. “Somente a mesa é nova, comprada na Breton, mas as cadeiras vieram do antigo endereço. Como estavam intactas, resolvemos aproveitá-las e com isso resultou num ambiente bem agradável, além de mais despojado”, fala a arquiteta Cristiane Schiavoni, autora da proposta. Sobre a combinação dos móveis, ela acredita que deve existir uma proporção para dar equilíbrio ao ambiente. “Não gosto de reunir cadeiras com espaldar baixo e outras com espaldar alto ou uma ser muito pesada e outra leve”, exemplifica.

 

Foto: Alain Brugier

7. Elegância com toque industrial
A arquitetura original do edifício, com ares de loft nova-iorquino, serviu de ponto de partida para a reforma assinada por Diego Revollo. “Com traços e volumes marcantes na fachada com guarda-corpo e brise pretos, a ideia foi replicar essas características para o lado de dentro, criando uma unidade entre arquitetura externa e interna”, comenta o arquiteto. O ponto de partida foi a parede preta, seguida pelo acréscimo da mesa de madeira. Para dosar a mistura, Diego entrou com duas cadeiras do mesmo material e duas peças com estofado preto, mas com pés metálicos para quebrar a sobriedade e ajudar a criar um clima moderno quase industrial.

 

Foto: Edgard César

8. Design irreverente e alto-astral
Nos trabalhos do arquiteto e design Leo Romano, as combinações nunca são muito óbvias. Por isso, em sua casa em Goiânia, que está sempre em mudanças, é justamente a profusão de cores, das paredes aos móveis, o que mais encanta e chama a atenção. A parte mais sóbria está no piso de cimento, enquanto o color blocking com amarelo, vermelho e uma composição de obras de arte alegram e levam poesia para as paredes. A mesa de centro, da linha Bailarina, desenhada por Leo, surge contornada por cadeiras de design de cores, materiais e formatos díspares. Há um modelo de plástico verde, a Sparkling, de Marcel Wanders, um modelo vintage vermelho e a cadeira Mackintosh Willow.

 

Foto: Edson Ferreira

9. Versatilidade é a palavra da vez
Quando reformou este apartamento e juntou sala de jantar e cozinha, Claudia Xavier quis criar um ambiente prático e funcional, já que o proprietário gosta de cozinhar. “Quando está afastada do pilar, a mesa pode acomodar mais pessoas e receber mais cadeiras sem atrapalhar o fluxo do dia-a-dia”, conta a arquiteta. Como o espaço também vira área de trabalho nos dias em que o morador faz home office, nada mais providencial do que incluir uma poltrona giratória com tecido estampado (Fernando Jaeger) na cabeceira da mesa de madeira de demolição. Claudia mesclou ainda cadeiras vindas da Micasa, com de design de Edward Barber & Jay Osgerby, e da Dpot, com desenho de Guto Índio da Costa.

 

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