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Trama natural

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O uso da palhinha na decoração

Trazida da Ásia pelos europeus, a palhinha rapidamente foi apropriada pelo brasileiro e tornou-se um clássico da arquitetura e do design nacional, utilizada com enorme sucesso entre os anos 50 e 70. Agora, com a revalorização do artesanato, essa trama natural vazada, que tem tudo a ver com o clima tropical do Brasil, volta revigorada e atualizada ao décor. Em diferentes superfícies, de divisórias a móveis e revestimentos, ela retoma protagonismo e representa a busca por materiais mais naturais e o resgate da memória afetiva na decoração.

Profusão de estilos e materiais
Ao criar esta sala de jantar com lugar para oito pessoas, o arquiteto Diego Revollo buscou mesclar diferentes cadeiras para enriquecer a decoração. “A ideia de usar modelos com braços mais contemporâneos e outros sem braços, feitos de madeira e palhinha, foi justamente para trazer aconchego e leveza à composição do ambiente”, comenta Diego. Segundo ele, a palhinha é leve e, ao mesmo tempo, resulta em aconchego. “Por ser vazada, ela é o contraste ideal para essa situação onde temos uma mesa maciça”, complementa.

Leveza acentuada
Um ambiente de tons neutros, sempre pronto para receber a família e os amigos. Esta é a proposta das salas de jantar e estar integradas no apartamento reformado por Carina Korman, sócia da Korman Arquitetos. Na seleção criteriosa dos móveis, as cadeiras Mad, com encosto de palhinha e desenho de Jader Almeida (Dpot) foram a escolha perfeita para conferir leveza à decoração. “Sempre em alta, é um elemento que resulta em aconchego e conforto por ser natural”, acredita Carina.

Recurso multifuncional
Ampliar o living, sem comprometer o visual e a integração do ambiente, foi o desafio encarado pelas profissionais da Inside Arquitetura & Design. Como solução, o escritório criou um painel telado, que expandiu a área e permitiu a colocação de um sofá em L ainda maior. “Isso porque a telinha permite a passagem de luz entre a circulação de entrada e o próprio living, sem eliminar a sensação de amplitude que a casa já tinha”, explica Sara Rollemberg. “A palhinha trouxe um ar retrô e, ao mesmo tempo, sofisticado ao ambiente, além de conferir leveza”, completa.

Valorização nacional
A ambientação desta sala de jantar proposta por Alice Martins e Flavio Butti buscou valorizar a identidade brasileiras, evidenciando designers, artistas e artesãos nacionais. Em destaque no encosto das cadeiras Bossa Palha (Dpot), a palhinha não só traz aconchego como combina com a atmosfera de campo. “Esse material está presente na nossa história, desde a época em que curtíamos as casas dos nossos avós”, acredita Flavio. “Nos dias de hoje, vem ao encontro da vontade de resgatar essas lembranças e valorizar os materiais naturais, que de alguma forma trazem a ideia de uma vida com mais qualidade” observa.

Separação delicada
Nesta casa, em que todas as salas são abertas e integradas, a divisória de madeira e palha ajuda a deixar o espaço de jantar mais acolhedor e intimista. “A palhinha, que trouxe leveza e equilíbrio em contraponto ao piso de pedra e à mesa de mármore, também está presente nas cadeiras de jacarandá dos anos 60”, explica a designer de interiores Marcela Pepe, autora da reforma. “Não costumo me basear em tendências na hora de fazer um projeto. Mas, esse material está em alta e rende detalhes bem elegantes, descontraídos, além de ser atemporal”, conclui.

Atmosfera nostálgica
Na reforma do próprio apartamento, a arquiteta Ana Angrimani não abriu mão da palhinha nas cadeiras da sala de jantar. “Gosto muito desse material por todas as suas características, como cor, textura e versatilidade, porém acredito que o aspecto nostálgico é o que faz com que todos amem a palhinha”, conta Ana. A trama aparece nas cadeiras M110, assinadas por Geraldo de Barros, e nos modelos de cabeceira Menna, de Sergio Rodrigues. “Esse elemento ainda contrasta com a madeira de tom escuro, predominante nos demais móveis”, completa a arquiteta.

Acalento no campo
Com dimensões generosas, entrada de luz natural abundante e muito espaço, esta casa de campo num condomínio de luxo em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, é o lugar perfeito para a família se reunir e receber os amigos. Integrado com terraço e sala de jantar, o living com lareira é sinônimo de aconchego graças ao uso dos elementos naturais, especialmente da palhinha, que aparece nos estofados, e das pedras. “Os materiais naturais são sempre bem-vindos nas decorações modernas, clássicas e contemporâneas para as pessoas que buscam um ambiente despojado”, afirma a arquiteta Ana Maria Vieira Santos, responsável pelo projeto de interiores.

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