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5 dicas para promover o bem-estar e deixar os ambientes da casa mais saudáveis

 

casa saudável
Iluminação natural e boa ventilação são sempre medidas eficazes para manter a saúde da casa | Foto: Unsplash – Patrick Perkins

 

Especialistas da Healthy Building Certificate (HBC), empresa que presta consultoria e certificações de construções saudáveis, alerta sobre o contexto envolvendo materiais utilizados nas construções e reformas, móveis que compõem a decoração e pequenos hábitos diários que podem atrapalhar a qualidade de vida dentro do lar.

 

“Por conta do desconhecimento, em muitas ocasiões lidamos com produtos nocivos à saúde da casa. Mas a boa notícia é que muitos deles podem ser facilmente substituídos ou excluídos do nosso dia a dia. É preciso estar sempre alerta e buscar informações para fazer escolhas inteligentes”, explica Allan Lopes, fundador e diretor global da HBC, que atua no Brasil e no exterior. Com olhar apurado, ele listou 5 dicas para serem analisadas e seguidas. Confira!

 

1. Quarto relaxante

 

O dormitório precisa ser entendido pelos moradores como um ‘templo’. “É nesse ambiente que buscamos o descanso para o nosso corpo e reorganizamos as nossas ideias no campo mental. Por isso, ele precisa ser tratado como o centro da casa”, recomenda Lopes. Independentemente do estilo decorativo escolhido pelos moradores, ele afirma que, no momento de dormir, o ambiente deve apresentar duas condições essenciais para um sono profundo e relaxante: a ausência de luz, deixando o cômodo totalmente escuro, bem como o silêncio que conduz ao adormecimento.

 

móveis naturais no quarto
Investir em móveis naturais, produzidos em madeira, é um dos passos indicados pela HBC para a conquista de um dormitório mais saudável | Foto: Unsplash – Nathan Pakley

 

Além destes cuidados, uma boa pedida também é investir em mobílias com o máximo de componentes naturais possíveis. “Ao definir o mobiliário, recomendo evitar peças que apresentem cola em sua composição ou montagem. Estes materiais, muitas vezes, são tóxicos e nocivos à saúde”, complementa Marcos Casado, CEO da empresa no Brasil. Para tanto, a sugestão é elaborar a disposição do dormitório com móveis de madeira que possuam certificados FSC ou Cerflor com documento de origem florestal da madeira.

 

colchão
As substâncias emitidas pela espuma dos colchões podem causar problemas de saúde |Foto: Unsplash – Christopher Jolly

 

O colchão também pode ser outro grande vilão dos quartos. A depender do modo de fabricação, os especialistas da HBC revelam que alguns modelos convencionais carregam mais de 150 substâncias, sendo muitas delas nocivas à saúde. O poliuretano e retardantes de chamas são alguns dos componentes tóxicos e que podem causar problemas respiratórios, dores de cabeça e até mesmo câncer. “Sem contar o impacto negativo que esses itens oferecem ao meio ambiente, uma vez que são de difícil reciclagem e podem demorar centenas de anos para a sua decomposição”, detalha Casado.

 

Entre as opções salutares, a HBC sugere a escolha de colchões produzidos com fibras naturais como o algodão, bambu ou látex.

 

 

2. Casa livre de ondas eletromagnéticas

 

Quem já ouviu falar que o uso de micro-ondas pode causar câncer? O mito, que ganhou força baseado no senso comum das pessoas, tem sim um fundo de verdade. As ondas eletromagnéticas emitidas por eletrodomésticos e eletrônicos presentes no cotidiano não provocam tumores, mas podem sim trazer irritabilidade, insônia e dor de cabeça em até 10% da população mundial que é considerada eletrossensível, de acordo com estudos divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Apesar de saber que é impossível estar 100% livre das ondas, o diretor global da HBC aconselha que exposições excessivas e desnecessárias sejam evitadas, sempre que possível. Pequenas medidas podem cooperar para o nosso bem-estar. Por exemplo, se os aparelhos eletrônicos não estiverem em funcionamento, desligue-os das tomadas. Pode ser um pouco mais trabalhoso desconectar o roteador de Wi-fi após o uso, mas estamos falando de saúde. Vale a pena tentar!”, incentiva Lopes.

 

3. Ventilação e iluminação 

 

Uma casa saudável deve ser sempre bem ventilada e naturalmente iluminada. As janelas devem ser abertas, pelo menos uma vez ao dia, e preferencialmente durante a manhã, enquanto a poluição do ar, principalmente nas grandes cidades, ainda estiver menor. A luz do sol e a troca constante do ar ajudam a evitar proliferação de fungos, bactérias e mofos.

 

casa arejada
Manter a casa bem arejada evita até mesmo doenças respiratórias | Foto: Unsplash – Jarek Ceborski

 

Outra dica do CEO da HBC Brasil é evitar o uso do ar-condicionado. Além de prejudicar a qualidade do ar, o aparelho demanda manutenção periódica e não é nada econômico. “Caso seja mesmo necessário o uso do ar condicionado, busque comprar equipamentos que promovam a filtragem e a ionização do ar, além de prever a renovação interna do ar e que sejam silenciosos”, recomenda Casado.

 

4. Mobílias do tamanho certo

 

Na hora de escolher o mobiliário da casa é importante levar em consideração a estatura dos moradores. A altura da pia da cozinha, por exemplo, deve ser adequada e confortável para quem vai utilizá-la na rotina diária. “Questões de medida e proporção devem ser analisadas em todos os cômodos. Tudo deve ser ergonômico e funcional para auxiliar nas tarefas do dia a dia e não trazer perigo às pessoas”, continua Lopes.

 

5. Home office

 

home office
Ter um cantinho especial para trabalho e estudo, além de trazer benefícios à coluna e postura, também influi na manutenção do foco por mais tempo | Foto: Unsplash – Mikey Harris

 

Com a pandemia, o número de pessoas que aderiram ao home office de forma definitiva cresceu ainda mais. Por isso, algumas adaptações devem ser feitas no lar para atender essa nova necessidade. “Tente separar o escritório do restante da casa. Porém, caso não seja possível, pelo menos setorize este espaço com o uso de uma mesa e cadeira apropriada. O importante é não trabalhar sentado na cama ou sofá com o notebook no colo”, finaliza Casado.

 

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